LAÇOS

De que laço estamos falando? Fato que a psicanálise suscita uma diversidade de enlaçamentos….

Uma Psicanálise sustenta o laço com nosso próprio desejo inconsciente, não nos deixando barganhar com nosso empuxo a fazer Um com o Outro. Um percurso longo e cheio de volteios, que cada um será convocado a sustentar.


Laço que liga o paciente ao analista, a transferência, e faz com que um sujeito invista sua realidade psíquica ou fantasia, possibilitando um trabalho de atualização do inconsciente, ou dito, de outra forma, um trabalho de análise.
Laço com o saber, desejo de saber, que se dá em uma análise, mas, também com escritos de Freud e o ensino de Lacan, um desejo que move e faz caminhar sempre e a cada vez, sem data para conclusão, renovado pelo sabor das descobertas e vigor da curiosidade infantil descortinada nas análises.
Laços de hostilidade, Freud já nos ensinava que a psicanálise vinha trazer a “peste”, o horror a sexualidade infantil e ao encontro traumático com a falta continua fomentando afetos, e muitas chegam a psicanálise pela via do ódio, avesso do amor. Via de chegada, que precisa ceder ao desejo de saber.
Laços com a Escola e os pares! Freud e Lacan nos deixa um legado sobre a formação do analista, o trabalho de escuta é um trabalho solitário, mas, a formação do analista não deve e não precisa ser. As Escolas de psicanálise são lugares de sustentar vivo os laços com nossos pares, lugares de partilhar o desejo e a falta de saber, assim como de manter vivo o saber clínico, e as diferenças.
Por fim, uma Psicanálise sustenta o laço com nosso próprio desejo inconsciente, não nos deixando barganhar com nosso empuxo a fazer Um com o Outro. Um percurso longo e cheio de volteios, que cada um será convocado a sustentar.

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