MACHOSFERA

A MACHOSFERA, UMA DEFESA RADICAL DIANTE DO DESAMPARO

Ameaça real nas REDES

A Machosfera defende o homem de lidar com algo muito radical, o fato de que todos nós estamos diante do desamparo de não saber o que o Outro quer, e ter que cada um, a sua forma, se virar com isso.


O link disponibiliza o acesso ao artigo de Nilda Martins Sirelli. A Machosfera, uma defesa radical diante do desamparo.

A sexualidade é traumática por excelência. Freud ensina, com o conceito de pulsão, que não temos um objeto predeterminado para a satisfação. Algo do saber instintual se perde nas malhas da linguagem, e cada um de nós terá nas suas experiências de satisfação a constituição de uma cartografia psíquica, “coordenadas preferenciais” que guiam nossos enlaçamentos aos objetos e nossas escolhas amorosas a partir de alguns traços muito particulares.
Essas coordenadas vão se constituindo desde nossa entrada na vida, já que a sexualidade é infantil, e o corpo se erotiza apoiado aos cuidados. Por meio deles o corpo é tocado, cheirado, acariciado, olhado, falado e, ali, o sujeito descobre que todo seu corpo é erótico, é fonte de satisfação. Lacan ensina que, na adolescência, o sujeito só lança mão do ticket de entrada para o universo sexual e amoroso, pois as coordenadas dessa vida amorosa, aonde o sujeito se posiciona na partilha dos sexos e a direção das suas escolhas está nas vielas da sexualidade infantil.
A sexualidade é, por definição, sem garantias. E é isso que todo sujeito experimenta na adolescência. Basta lembrar a intensidade do sofrimento e do desamparo que vivenciamos nesse momento diante dos desencontros amorosos, da angústia sobre a nossa posição sexual e o que nos faz desejar, e ainda, do olhar do Outro sobre tudo isso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *